19 abr 2020

Como emagreci 15 quilos comendo de tudo

Menos 15 quilos, QUINZE QUILOS, é isso mesmo! Nem eu mesma acredito que consegui!

Nunca, em toda a minha trajetória de blogueira, imaginei que um dia estaria escrevendo um relato do processo para uma conquista tão importante na minha vida. E não estou dizendo isso porque estou esteticamente menor, mais magra e me sentindo mais bonita. É claro que isso é tão importante quanto, e vocês vão entender o porque no decorrer do texto, porém, o efeito que a decisão EMAGRECER causou na minha vida é algo indescritível! Mas eu vou tentar descrever, fica aqui!

Já digo que, provavelmente, esse será o melhor e mais completo relato de emagrecimento que você encontrará na internet, sem falsa modéstia. Principalmente porque não vou tentar te vender nada no final. Apenas quis vir aqui contar o meu caminho das pedras e a minha experiência de vida real, para mostrar que se eu consegui, você também consegue!

Aproveito para reforçar que trata-se apenas da minha experiência, o que aconteceu comigo e o que fez sentido PARA MIM. Eu não estou dizendo que você tem que me copiar, ser igual a mim, e muito menos estou prescrevendo algo a alguém. Encorajo que busquem informação, tirem as próprias conclusões, tomem as próprias decisões, conheçam seus limites, suas circunstâncias, sua saúde e que procure ajuda profissional sempre que necessário.

E antes de contar como foi o processo e a “fórmula não tão mágica assim” para conquistar os tão sonhados menos 15 quilos, caso tenha caído de paraquedas aqui, gostaria de me apresentar. Afinal, o assunto emagrecimento bomba desde que a internet é mundo e certamente chegará gente nova por aqui. A propósito, sejam bem vindos!

Eu sou a Laína, tenho 31 anos e sou mineirinha de BH. O meu trabalho é basicamente, digamos, COMER! Comecei na internet como blogueira de moda (se quiser saber mais sobre isso clica aqui), mas as circunstâncias acabaram me tornando uma blogueira de gastronomia (eu gosto de falar blogueira de comida!). Por aqui eu compartilho experiências e, na maior parte delas, experiências gastronômicas. Fui uma das primeiras Youtubers a trazer o formato de vlog com visitas e comentários a restaurantes, como cliente e pessoa real. Eu lembro que na época, quando postei o primeiro vídeo — nos restaurantes dos jurados do Masterchef, bem ousada ela — CHOVEU críticas nos comentários. As pessoas não aceitavam uma pessoa normal “passar por crítica” de restaurantes famosos. Como me passar por crítica nunca foi o meu objetivo, segui fazendo e hoje tem um montão de canais fazendo o mesmo com os inscritos cada vez mais sedentos por conteúdos do tipo.

Desde então passei a compartilhar ainda mais o meu estilo de vida. Amo viajar, receber os amigos em casa e amo criar presentes originais. Por causa disso também trabalho como Gift Designer, completamente autodidata. É só navegar aqui no site que você irá descobrir que tanto as viagens, recepções em casa e presentes que faço acabam em 98% dos casos envolvendo COMIDA.

Eu sei, de tanto ler a palavra COMIDA, vocês já devem estar se perguntando — como ela conseguiu emagrecer 15 quilos se o seu trabalho é comer?

Pois então, eu também pensava da mesma maneira. Achava que por trabalhar basicamente comendo, seria uma conquista inalcançável. Mas cá entre nós, todos sabemos que isso não passa daquela boa e velha desculpa para nos acomodarmos. Quando a gente diz que quer emagrecer, sempre tem uma questão, bem ali na ponta da língua, para nos paralisar. E o dia que de fato enxerguei isso, virei a chave dentro de mim e tudo mudou. Além disso, parar o meu trabalho nunca foi, nem de longe, uma opção.

Eu não passo 7 dias da semana gravando vídeos em restaurantes, recepções em casa regadas a bons comes e bebes ou fazendo vídeos de receitas. O meu problema sempre foi o que eu comia fora do trabalho!

Minha triste história com a balança

Sempre fui uma criança gordinha e comilona (1). Minha mãe conta que o difícil era me fazer parar de comer. Eu comia a mesma quantidade que um de meus irmãos, dez anos mais velho que eu. Lembro que a gente até apostava quem conseguia comer mais pratos de sopa e chegávamos facilmente a marca de dez cada um. Meu pai tinha um restaurante e moramos por muito tempo em um apartamento que ficava em cima do estabelecimento. Era batata frita e refrigerante KS meio que liberado por lá.

Outra vaga lembrança que tenho, é a minha mãe tentando me fazer parar de comer pois meus exames tinham acusado colesterol alto. Acho que tinha por volta dos dez anos (2).

Daí que a gente vai crescendo, chega a adolescência (3), chegam os amigos, os programas, sociais, escola, crescimento e naturalmente fui emagrecendo. Sempre me achei gorda, mas vendo as fotos hoje em dia, eu definitivamente não era.

Aos 16 anos viajei de intercâmbio para a Nova Zelândia. Tava bem magrinha, mas já contava com o fato de que iria engordar pois era o que a gente ouvia de todo mundo e achava absolutamente normal. Dito e feito. Um ano se passou e chego em casa com 13 quilos a mais (4).

Mas é aquela coisa, de volta a vida normal, minha única obrigação era estudar. Então tratei de acrescentar um Nutrólogo e um Personal Trainer na minha rotina. Foi nessa época que comecei a treinar corrida, fiz a primeira Meia Maratona de BH (21km) e a Volta Internacional da Pampulha (18km), além de outras provas de 10 e 5 quilômetros. Os 13 quilos foram embora voando e cheguei aos 54 kilos e manequim 36 (5). O menor de toda a minha história.

Só que os treinos e provas eram muito puxados e a receita médica me fazia passar o dia me alimentando de suplementos e pós. Algumas lesões e muita fisioterapia depois eu surtei. Aquilo ali não me dava mais prazer, não fazia mais sentido pra mim. Lembro que em uma das minha últimas consultas trimestrais com o médico pedi, pelo amor que ele tinha por qualquer coisa, que minha dieta da vez fosse só com comida. Eu já não aguentava mais. Foi então que eu simplesmente parei tudo o que estava fazendo. É claro que descontei na comida e engordei. Um pouco menos dessa vez.

Algum tempo se passou, e lá estava eu tomando mais uma decisão equivocada para emagrecer. Li um livro de dieta (bem restritiva) que estava na moda na época, e em 2 meses emagreci 6 quilos. O resultado foi mesmo surpreendente e muito rápido, mas já sabem a pegadinha, né? Eu havia apenas emagrecido, aquilo não havia se tornado um estilo de vida.

Foi então que resolvi fazer cirurgia plástica, outra decisão ruim naquele momento. Fiz mamoplastia e lipoaspiração na barriga (6). Entendam, não tenho absolutamente nada contra esse tipo de procedimento, mas para mim, foi a autorização que minha mentalidade de gordo precisava para se acomodar mais uma vez.

Segui fazendo exercícios e nunca larguei a corrida — eram treinos leves. Comecei no pilates — a professora que amava se mudou. Entrei pro Muay Thai, conquistei faixa laranja — minha agenda com o professor, também muito querido, não batia mais. Parti para musculação e funcional com Personal e descobri que detesto fortemente academia.

Desde então fui arranjando um montão de desculpas para continuar comendo um pacote de biscoito recheado todas as madrugadas e todas as porcarias mais no decorrer do meu dia. O fato de morar numa casa cheia de gente e crianças com a dispensa sempre lotada de porcarias como nutella, miojo, biscoitos e afins (e é assim até hoje), também foi usado como desculpa para comer porque estava ali. Tudo que vinha dentro de um pacote só me fazia parar de comer quando estava vazio. Até que a rotina meio maluca de ponte aérea BH-SP me fez relaxar completamente e cheguei a marca dos 75 quilos (tenho 1,60). Foi um processo que se arrastou por anos, engordando progressivamente.

Por muito tempo estar gorda não me incomodou nem um pouquinho. Acho que mantive essa forma por uns bons 2 anos ou mais. Meus exames estavam OK, raramente ficava doente, continuava com meus treinos de corrida em uma frequência esporádica, porém com péssimos hábitos alimentares. E o problema nem eram as refeições principais, geralmente baseadas em comida saudável, e sim as permissões que eu me dava para comer o que tivesse com vontade, sem nem mesmo estar com fome. Me lembro que trabalhava até tarde, e quando ia me deitar, mesmo tendo comido um bom jantar, corria na despensa ou geladeira para buscar algo gostoso para comer e assistir séries pela madrugada adentro.

Um belo dia a chavinha virou e eu resolvi emagrecer. Mas calma, antes de chegar lá, muita coisa ainda rolou.

Nutricionistas me traumatizaram

Uma coisa que ainda não contei é que nunca gostei de tomar café da manhã. Não tenho fome e não me sinto bem. Porem, já que todas os Nutricionistas e Médicos por onde passei frisaram sua importância, tentei, por muitos e muitos anos, de todas as maneiras me forçar a comer pela manhã. O resultado era sempre mau humor, mal estar e nenhuma vontade e disposição para começar o dia ou treinar.

Já teve nutricionista afirmando que a dieta prescrita me faria ter fome e vontade de comer pela manhã, mesmo após jantar e ceia (aquela quinta ou sexta — SEXTA! — refeição que muitos insistem em nos enfiar goela abaixo).

Certa vez bati boca com uma outra Nutricionista em consultório. Ao dizer que não tinha fome pela manhã, ela insistiu que eu teria que comer e ainda queria que fosse pão ou tapioca. Eu disse que estava fora de cogitação, já que não gostava muito de nenhum dos dois, principalmente pela manhã. Finalizei o assunto perguntando se não era possível que não exista no mundo um outro alimento que eu pudesse comer no café da manhã além dos que ela insistia.

A Nutricionista em questão era bem famosa na cidade na época por ter feito emagrecer algumas pessoas conhecidas, e por adotar a tal da dieta ortomolecular, que determina através do seu tipo sanguíneo, os alimentos que você pode ou não comer (ou algo do tipo). Lembro que entrei no consultório, e antes de pedir qualquer exame, me pesar, ou me entrevistar mais a fundo, perguntou qual era o meu tipo sanguíneo. Disse não ter absoluta certeza, mas que era o Tipo O, ou positivo, ou negativo, porém teria que consultar meus exames para dizer com certeza. Logo em seguida ela já afirmou que, por conta do meu tipo sanguíneo, não poderia comer couve-flor e carne de porco (OI?), pois eram alimentos que me causariam desconforto, gases. Respondi que estava bastante habituada a comer ambos e mal algum me causavam. Ela desconversou e seguiu a consulta.

Saí do consultório completamente frustrada, jogando R$200,00 no lixo e com a prescrição de um shake pela manhã. Lembro que me forcei a seguir a dieta durante um mês inteirinho para fazer valer o meu dinheiro (ou achar que ia). Já imaginam o resultado: nunca mais voltei em um Nutricionista e tenho completo pavor só de pensar em entrar num consultório de novo um dia.

Não me entendam mal. Eu não detesto os Nutricionistas e não acredito que todos são péssimos profissionais, inclusive acompanho o trabalho na internet de alguns que são extremamente competentes no que fazem – falarei de alguns deles mais adiante – é que apenas, pelo menos por enquanto, não desejo e nem acho que precise entrar no consultório de um. E acredite, muitas vezes a falta de acesso a um desses profissionais nos é desculpa para não conquistar o objetivo do emagrecimento. E quando temos acesso, depositamos nele toda a responsabilidade, sendo que os únicos capazes de fazer acontecer algo somos nós mesmos. Nutricionista ou médico algum coloca a comida na sua boca por você.

Vamos falar da tal chavinha que virou?

Ja falei que mesmo estando bem acima do peso, aquilo não me incomodava e eu me sentia empoderada com essa história de que os exames e saúde estando ok, ser gorda tá tudo bem também. É esse tipo de pregação da aceitação que somos bombardeados a todo momento por aí, e sempre me apoiei nisso. O fato é que no fundo eu estava me sentindo feia e tinha o “falso atestado de saúde” e o “me aceito assim” como desculpas para não tomar uma atitude.

Outro fato é que Obesidade é uma doença, fator de risco para muitas outras doenças graves e eu estava muito perto de alcança-la. Meu IMC chegou a 29, sendo que uma pessoa com 30 ou mais já é considerada obesa. E sim, meus exames laboratoriais estavam todos dentro dos conformes, só não sei por quanto tempo mais continuariam assim se eu não tomasse uma atitude. Obviamente o IMC não é o único indicador de obesidade, estou usando-o apenas como exemplo e o exemplo que me serviu também para acordar.

Em 2018 eu comia relativamente bem e já tinha me ligado nessa coisa de alimentação saudável e comida de verdade, conseguindo eliminar alguns hábitos ruins, como o de comer de madrugada.

Eu sempre tive uma boa relação com a comida, como absolutamente qualquer coisa, tenho preferência por comida e nunca fui muito fã de fast food. Para mim, as experiências que giram em torno do comer (encontros familiares, reunião de amigos, viagens) são essenciais e naturais ao seu humano. Mesmo assim estava gorda e precisava descobrir onde estava o meu erro. E a verdade é que me permitia demais, fazia muitas refeições ao dia, comia muito além do que precisava e não estava nem aí.

Já no final do mesmo ano, por indicação de um amigo, conheci o Italo Marsili. O Italo é Médico Psiquiatra e se tornou um dos maiores influenciadores de Desenvolvimento Pessoal da atualidade. Logo de cara me identifiquei muito com sua abordagem de terapia de guerrilha e devorei todo o conteúdo que consegui. Foi quando uma de suas lives diárias me tocou profundamente.

Ele dizia que não adiantava a gente estabelecer um monte de objetivos superficiais para o próximo ano que não conseguiríamos cumprir. A sugestão era para determinar apenas dois objetivos claros e reais, e trabalhar incansavelmente para alcançá-los. A partir disso outras virtudes apareceriam com eles.

Um exemplo dado por ele é que caso você decida como objetivo “acordar cedo todos os dias” a fim de ter uma saúde melhor, muito provavelmente, você também deixará de ser preguiçoso, se tornará uma pessoa mais produtiva, procrastinando menos, cumprindo as suas tarefas, mais realizado no trabalho, sobrando mais tempo para ficar com a família etc. Entendem como que focar em apenas um único objetivo, real e tangível, torna-se um imã para coisas boas?

Outra coisa que aprendi com o Dr. Italo é que a beleza é um dos tipos de força no mundo. E que o fato de se cuidar, não tem só a ver com vaidade e superficialidade, mas sim como um reflexo de força. Se você não é capaz de se cuidar, ser magro, bonito e forte fisicamente sua vida estará paralisada, lenta e sem substância. Se você não é capaz de emagrecer, você não é capaz de nada. “Trabalhe, sirva, seja forte, não encha o saco.”

Eu sei que pode parecer papinho ou demagogia, mas eu sou a prova viva que não. Cair na real e começar a trabalhar em cima de objetivos simples e completamente possíveis e a me cuidar me deixou de fato mais forte em todos os aspectos da minha vida. Uma força que eu não sabia que existia dentro de mim e a certeza que eu posso e sou capaz de qualquer coisa! Acordar para a vida me fez adquirir uma vontade de viver imensa. Hoje afirmo em alto e bom som: não vim ao mundo a passeio, vim para viver!

Minha história quase trágica de amor com a balança

Comecei 2019 com dois objetivos bem claros traçados — nenhum deles envolvia emagrecimento — e a certeza de que ia enfim conseguir, através da alimentação, um estilo de vida melhor. Eu já me alimentava bem. Achava que só precisava eliminar alguns hábitos ruins.

Me desafiei a correr todos os dias – a título de disciplina e não de emagrecimento – e a só comer comida de verdade, retirando da minha vida todo e qualquer alimento industrializado, fui inclusive bem chata na época. A exceção ficou pra conta do meu trabalho e apenas para ele. Foi nesse momento que entendi que se deixar de fazer o meu trabalho não era uma opção, deixar de conquistar uma alimentação mais saudável por causa dele não seria uma desculpa. Logo nos primeiros dois meses perdi 4 quilos e fiquei BEM feliz com isso. Foi quase um feliz o suficiente para me acomodar novamente — ainda bem que QUASE.

Vejam bem, nem tudo são flores, e nada acontece da noite para o dia. Passei por um longo processo de aprendizado, erros e acertos. Não estou aqui para dizer que foi fácil, rápido e que existe uma fórmula mágica para emagrecer. Vivemos em uma época de imediatismo, hacks, truques infalíveis e a busca de um propósito sem ação que não existe. Mas meu amigos, a vida real não funciona assim. Há de se trabalhar muito para alcançar qualquer coisa que se queira. Você vai cair, muitas e muitas vezes, mas sempre é tempo de levantar.

E aí que logo após perder os tais 4 quilos, viajei para os Estados Unidos e Canadá, voltando dois quilos mais gorda. Segui com o plano de uma alimentação melhor no decorrer do ano, porém aquilo não estava estabelecido claramente como emagrecimento dentro de mim. O resultado foi um vai e vem de mais dois e menos dois.

No mesmo ano em outubro, estabilizada a marca de menos quatro quilos (a mesma do início), viajei por 15 dias pelo Peru e voltei exatamente com o mesmo peso que fui. Foi depois disso que, ao parar por um momento para refletir e me olhar no espelho, realizei que, se quisesse realmente emagrecer, o meu objetivo não poderia mais ser somente uma boa alimentação. Uma boa alimentação era parte do processo e não o objetivo. Portanto, outra palavra precisava se destacar dentro da minha mente, e a palavra era EMAGRECIMENTO. Naquele momento não adiantava mais querer me alimentar melhor. Eu precisava querer emagrecer. E eu quis! Desde então estabeleci, registrei e escrevi no papel que pesaria 60kg. Determinei um número que sabia que seria possível.

É importante ressaltar que estou usando números aqui apenas como base para ilustrar os meus resultados e conseguir fazer da minha decisão algo tangível. O processo de emagrecimento está muito mais relacionado a forma física e como você se vê no espelho. Uso os números apenas como referência e eles são relativos. Foi assim que funcionou para mim. A realidade varia de acordo com cada pessoa e o resultado real é aquele que você vê quando veste suas roupas e percebe que de fato está diminuindo em tamanho, já que o meu objetivo era emagrecer, e emagrecer no meu caso envolvia estar menor e com menos gordura.

Desde então o peso na balança começou a descer, progressivamente. Fui vendo a imagem no espelho mudar e roupas, que antes ficavam apertadas, não servirem mais por estarem grandes demais. As pessoas começaram a notar e elogiar. Comecei a me sentir animada, disposta, forte e a sensação disso tudo é algo muito legal. Me fez amar o processo, por mais duro e trabalhoso que ele seja. Agora esse estilo de vida faz parte de mim, me pertence e eu tenho certeza que farei de tudo pra ele não sair nunca mais de mim. Isso é a tal da força que falamos anteriormente e experimentar isso não tem preço!

E como é que eu fiz para amar o processo?

Me interessando por ele, buscando informação, estudando incansavelmente, em diversas fontes, esgotando todos os seus assuntos. Me apoiando em muita gente boa que produz conteúdo gratuito de altíssima qualidade na internet, duvidando e tentando refutar cada um deles para encontrar a verdade. Desmistificando um monte de bobagens que eu acreditava, e que me paralisavam, através do conhecimento. Entendendo qual era a base antropológica do ser humano, o que ele foi feito para ser e comer. Ninguém vai fazer isso por você e não adianta querer terceirizar uma decisão tão importante como essa. É a sua saúde, a sua vida e sem comida o ser humano não existe. Foi a busca por informação que me fez alcançar o emagrecimento com total liberdade alimentar.

A informação precisa e verdadeira também é imprescindível para saber onde e quando buscar ajuda, onde encontrar bom profissionais e não ser passado pra trás com todas as falácias que ouvimos nos dias de hoje. Você vai precisar se mexer, correr atrás, mas eu juro que, no final das contas, tudo fica mais fácil quando se tem conhecimento. É libertador. Não custa repetir:

Foi a busca por informação que me fez alcançar o emagrecimento com total liberdade alimentar.

Agora que já conhecem toda a história, vamos para a parte prática da coisa e a lista de coisas que me ajudaram a conquistar os tão sonhados 60 quilos — e a verdade é que já estou com 59 e cheia de força para eliminar aquelas gordurinhas localizadas que resistem por aqui, a tal da cerejinha do bolo!

Enumerei e comentei todas elas no vídeo abaixo e listei também a seguir, para quem desejar ler.

YouTube video

Como emagreci 15 quilos comendo de tudo:

1. Eu quis emagrecer

O primeiro passo é querer emagrecer. Querer mesmo! Escrever no papel: “emagrecer xx quilos”, “pesar xx quilos”, “vestir manequim xx”; pendurar na parede e repetir em alto e bom som. O fato de querer tem que estar muito claro para você e, principalmente o entendimento de que o emagrecimento só depende de uma única pessoa: VOCÊ! Não dá para terceirizar, ninguém vai fazer por você e que, a menos que você seja um bebê, quem coloca comida na sua boca é você.

2. Substitui o “me aceitar assim” por “quero melhorar”

Eu já cai nessa balela de que tem gordo saudável e que temos que aceitar nosso corpo como ele é. Se você pensa assim, talvez esse texto não seja pra você, ou você pode continuar lendo e vire a chavinha como eu virei e algo incrível aconteça na sua vida. Quando entendi isso, a vontade de melhorar é que começou a gritar aqui dentro. Eu levantei a bunda da cadeira e fiz acontecer!

3. Estudei e busquei informação

Eu acabei de falar para levantar a bunda da cadeira, mas nesse caso terei que me corrigir e mandar sentar. Sente a bunda na cadeira, leia e assista todo o conteúdo que puder sobre o assunto. Estude e desconfie de todos e toda a informação que encontrar, só assim você irá tentar refutar cada um dos argumentos apresentados a você, e quando não puder, encontrará a verdade e nunca mais precisará terceirizar as decisões que dizem respeito a sua saúde, alimentação e emagrecimento. Inclusive caso chegue a conclusão que é hora de procurar um profissional, pois precisa de ajuda.

Nunca vou me cansar de repetir: foi a busca por informação que me fez alcançar o emagrecimento com total liberdade alimentar.

4. Desmistifiquei coisas em que acreditei a vida inteira

Foi estudando e buscando informação que eu parei de acreditar em muitos mitos que são repetidos aos quatro cantos por aí, exaustivamente, tonando-se “verdades”.

Vou listar alguns dos que um dia acreditei e hoje considero um completo absurdo: temos que comer de três em três horas, leite faz mal, carne vermelha faz mal, gordura animal faz mal, a base da pirâmide alimentar para uma dieta mais saudável são os carboidratos, gordura saturada faz mal, colesterol faz mal, lights e desnatados é melhor que o integral, shot matinal para imunidade, limão alcaliniza o sangue e emagrece, chá emagrece, fruta engorda, detox, margarina é melhor que manteiga etc. A lista é longa e poderia continuar aqui por muitas linhas mais. Por isso sempre encorajo que busquem informação.

O dia que descobri que a batata doce tem qualidades nutricionais semelhantes a da batata inglesa e que o mesmo se aplica para o arroz branco versus o arroz integral, entrei em êxtase. Você já parou para pensar em cada um dos alimentos que você come e por que você os come? Muitas vezes foi por que você ouviu em algum lugar que era melhor e adotou. Anota essa reflexão e coloca em prática aí.

5. Optei por comida de verdade

O ser humano foi feito para comer comida. Comida de Verdade. O mais natural possível. É da nossa evolução e não precisamos nem ir muito longe para lembrar o que os nossos avós comiam. COMIDA!

Mas o que é comida de verdade? São os alimentos in natura e minimamente processados como carnes, ovos, derivados do leite, grãos, raízes, verduras, legumes, frutas, e oleaginosas. E esses são só grupos. Dentro de cada um você encontra uma lista infinita de variedades e opções de preparos. Portanto, por mais infantil que seja o seu paladar, você sempre vai encontrar uma meia dúzia de alimentos de verdade de alguma forma que você goste de comer. É como o que disse para a nutricionista que queria me fazer comer pão — Não é possível que não exista um único alimento natural no mundo que você não consiga comer. Se se esforçar dá pra encontrar uns dez. Daí coloca na frigideira com manteiga e sal que tudo fica delicioso! Comer saudável não quer dizer que você tenha que comer só salada. Eu mesma praticamente não como e quando resolvo comer, prefiro uma bela de uma Caesar Salad.

Todo o resto são produtos alimentícios criados pela indústria. Mas veja bem, é preciso saber escolher. Há produtos que possuem rótulos, embalagem e passaram pela indústria apenas por uma questão de praticidade e durabilidade e são uma verdadeira mão na roda na hora de se alimentar de maneira saudável.

Como descobrir se um alimento é bom ou não? Leia o rótulo, leia a lista de ingredientes, pesquise todos os nomes que você desconhece (certamente você já estará com o celular na mão, 5 minutinhos no Google e pronto, sem preguiça) e duvide sempre de propagandas do tipo “sem adição de açúcar”, “light”, “diet”, “fit” e afins. Na maior parte dos casos, esse tipo de alimento possui aditivos controversos que estão citados bem ali na sua cara, na lista de ingredientes.

6. Como bem na maior parte do tempo

— Mas Laína, você disse que alcançou a liberdade alimentar e que não parou de gravar vídeos de comidas e restaurantes, mas agora está dizendo que se limitou somente a comida de verdade.

A verdade é que priorizei pela qualidade do que como na maior parte do tempo. Como disse anteriormente, eu não passo os 7 dias da semana e nem as 24 horas do dia gravando vídeos de comida. Isso é a exceção. Sempre que posso, e principalmente em casa, priorizo por comida de verdade. A minha conta é mais ou menos um 80-20, onde 80% das minhas refeições são compostas de comida de verdade e 20% está reservado para o meu trabalho, eventos sociais, e uma ou outra vontade que a gente acaba abrindo exceção. Afinal de contas, um macarrão é muito mais gostoso de se comer em um restaurante!

Vale ressaltar que o meu objetivo aqui não é aprofundar em conceitos como, por exemplo, densidade nutricional, macro e micronutriente ou resistência a insulina. Porém são conceitos extremamente importantes para todos que queremos o emagrecimento e a liberdade alimentar devemos entender. Encorajo que pesquise mais a fundo para saber como que cada um deles atua no seu corpo. Tem muita gente que é autoridade no assunto e explica tudo de maneira brilhante por aí. Indicarei os meus favoritos mais adiante.

7. Aprendi a respeitar a minha fome (ou quase)

Um dos maiores ensinamentos que tive e o que mais fez sentido nesse processo todo para mim — lembram da minha birra com o café da manha? — foi aprender que devemos respeitar a nossa fome. Ou seja, comer quando estamos com fome.

Fome é uma coisa completamente diferente de vontade de comer. A fome é fisiológica e inerente ao ser humano. É como dormir quando temos sono e evacuar quando temos vontade. Ninguém consegue dormir sem sono ou ir ao banheiro sem vontade. Porque é que então comemos sem fome? Provavelmente por que alguém um dia te falou que comer de 3 em 3 horas acelera o metabolismo — sabe aquela coisa que é tão repetida que acaba se tornando uma “verdade”? Essa é uma delas.

Outro ponto é que estamos muito ligados as tradições sociais, como café da manhã, almoço, lanche e jantar, e a comida certa para comer em todos esses horários. A maioria não consegue comer um bife pela manhã, ou um ovo no meio da tarde se estiver com fome, e acha a coisa mais esquisita do mundo. Mas a verdade é que não existe hora certa para comer comida. A hora certa para comer comida é quando estamos com fome.

Entretanto, respeitar a sua fome não se diz respeito somente ao comer quando está com fome. Há que se respeitar a saciedade também e é aí que eu escorrego. Comer até me sentir saciada é uma coisa muito difícil por aqui e tenho trabalhado nisso diariamente.

Num mundo ideal, o certo seria comer devagar e parar ao menor sinal de saciedade (não subestime o seu corpo, ele é maravilhoso e te dará todos os sinais). Mas além de gostar muito de comer, como mais rápido que o meu corpo consegue assimilar e o resultado é que acabo, muitas vezes, comendo além da conta. Nem tudo é perfeito e sempre há tempo para melhorar.

De qualquer maneira, o fato de comer alimentos nutritivos e apenas quando estou com fome, reduziu drasticamente a quantidade de comida que eu ingeria, automaticamente contribuindo para o meu emagrecimento. Para mim não existe mais uma regra de quantidade de refeições ou horário. Bateu a fome, vou lá e como comida. Isso pode acontecer uma vez ao dia, duas ou três. Pode acontecer pela manhã (e acontece as vezes) ou qualquer outra hora do dia. E tudo isso é libertador!

8. Exercício é muito mais sinônimo de força do que emagrecimento

Se você chegou até esse ponto do texto e leu tudo que escrevi até aqui, provavelmente já conseguiu chegar a essa conclusão sozinho. É só lembrar que contei que nunca deixei de me exercitar, fui engordando progressivamente pelo que comia, mesmo fazendo exercícios regularmente, e o emagrecimento só veio quando passei a comer comida de verdade na maior parte do tempo, com poucas exceções, respeitando meu corpo e a minha fome. Pois então coloque isso na sua cabeça também: o que emagrece é déficit calórico e o exercício pouco contribui nessa conta.

Mas isso não significa que fazer exercício seja dispensável para o processo. Lembra da história da força física elevar outras virtudes? Quando praticamos algum exercício regularmente ficamos mais fortes fisicamente, menos preguiçosos e mais dispostos para a vida. Se você não é capaz de subir alguns lances de escada sem bufar, ir até o mercado a pé sem reclamar ou fazer qualquer movimento simples com o seu corpo, qualquer desconforto pode te derrubar. E a vida real é cheia de desconfortos, passa melhor por ela quem tem força.

Por aqui fazer exercício tem dois principais objetivos: ter um corpo forte e disciplina. Nem sempre estaremos motivados e encontrar um esporte que você ame e sinta prazer em fazer é essencial. Na corrida (amadora) me encontrei. É o momento de ficar comigo mesma, colocar uns podcasts em dia e exercitar a disciplina. Atualmente (em tempos que não podemos mais sair de casa) recordei o meu amor por pular corda, herdados do Muay Thai, e está sendo a maior diversão.

A história aqui é a mesma do paladar infantil e da suposta obrigação do pão no café da manhã — não é possível que não exista um único tipo de exercício físico no mundo que você não sinta prazer em praticar regularmente. Eu tenho certeza que consegue encontrar uns três.

9. Algumas estratégias me ajudaram a não desanimar

Nem sempre é fácil me manter no processo e por mais que tenha adquirido profundo amor por ele, a disciplina nem sempre está aqui. Fora que o corpo também se acomoda e acaba ficando mais lento (o tal do efeito platô). Além disso, sou um ser humano normal, e por mais que tente controlar as exceções, algumas vezes passo da conta. Desanimo? Jamais. Aquele estilo de vida não me pertence mais e por mais que eu escorregue em alguns casos, tenho pra mim que é só voltar.

Eu também gosto de compensar os excessos de alguma maneira e para isso adotei duas estratégias que vou apenas mencionar sem aprofundar muito no assunto. Elas fazem parte do meu processo, são estratégias que funcionam e fazem sentido para mim, as estudei bastante e não envolve nenhum sofrimento por aqui. Isso não significa que tenha que fazer sentido para você também. Pesquise-as, tome suas próprias decisões e só faça se se sentir confortável.

A primeira delas é o jejum intermitente, e por mais que pareça uma prática da moda, o ser humano viveu por toda uma eternidade praticando o jejum. É uma prática milenar adotada inclusive por muitas religiões. Muita gente condena e torce o nariz e mesmo sabendo que o jejum intermitente não é para todo mundo, basta um pouco de entendimento antropológico para encontrar o sentido nisso. Pensa comigo — o que os seus ancestrais faziam para sobreviver, já que não haviam alimentos disponíveis para comer de 3 em 3 horas? Pois é!

Além de quase nunca tomar café da manha, o que por si só já é considerado jejum, gosto de fazer um jejum mais prolongado, entre 16 e 20 horas, em algum dia da semana, principalmente após aquela refeição ou dia de exageros. Já que ingeri muito além da energia necessária, continuar comendo somente sobrecarregaria o meu corpo. E não, eu não passo fome para fazer jejum. É algo natural para mim.

A outra estratégia que adotei para driblar o efeito platô e dar uma acelerada na perda de peso em alguns momentos específicos é a dieta do ovo. Você vai encontrar muitas versões e muita gente falando sobre isso na internet. A que mais fez sentido para mim foi a versão apresentada pela Malu Perini, e consiste, basicamente, em passar três dias comendo principalmente ovos. Folhas verdes a vontade e pouca quantidade de queijo também estão liberados.

Eu sei que trata-se de uma dieta bem restritiva, e pode parecer perigoso. Mas por ser algo pontual, com alimentos extremamente nutritivos de que eu gosto muito e não vejo sacrifício algum em me alimentar somente deles, a dieta do ovo acabou se tornando um coringa por aqui para aqueles momentos que sinto que meu corpo estagnou, ou quero dar uma secada pré ou pós viagens e eventos especiais.

Reitero, essas são estratégias que fazem sentido e funcionam para mim. Não quer dizer que vai funcionar para você também.

10. Pessoas que me ajudaram na busca por informação

Eu já repeti algumas vezes no decorrer deste texto que foi a busca por informação que me fez alcançar o emagrecimento com total liberdade alimentar. Nesse processo acabei conhecendo gente muito boa que fala sobre o assunto e que me ajudou a chegar lá. Explorar todo o conteúdo que cada uma dessas pessoas tem a oferecer somado a vontade e emagrecer vai tornar o processo muito mais fácil e prazeroso. Não é um bicho de sete cabeças, somente precisa de ação.

Anota o nome dessa turma para quando acabar de ler esse texto (está acabando, eu juro!) ir lá e maratonar o conteúdo deles também. Clica no nome de cada um para ser direcionado ao seu respectivo perfil no Instagram, daí o resto é com vocês:

Ítalo Marsili: o Doc não fala apenas de emagrecimento, mas desenvolvimento pessoal como um todo e, como eu já contei para vocês, foi ele quem me fez virar a chavinha em mim do “preciso e quero emagrecer”. Sugiro começar assistindo esse vídeo.

Carol Sartori: seu trabalho incansável para desmentir mitos e desmascarar profissionais picaretas que prejudicam a saúde de muitos na internet é louvável. A Carol é Nutricionista, e vive com uma série de restrições alimentares reais e suas publicações são verdadeiras jóias. Não consigo escolher apenas uma para indicar, veja o máximo que puder.

Lara Nesteruk: uma das Nutricionistas mais bem sucedidas e competentes que você irá encontrar na internet. Além do vasto e robusto conteúdo sobre nutrição — DE GRAÇA ali, bem organizado, para quem quiser ver — dá pra aprender um monte sobre as mais diversas áreas da vida com ela. Foi por causa dela que eu tornei o “comer quando está com fome e saciou parou” um mantra por aqui. A dica é para assistir TODOS os destaques. Meus favoritos: resistência a insulina, intestino, só volta e bolo de terra (a cereja do bolo e que nada tem a ver com nutrição).

Dr. Souto: é médico e aborda principalmente conteúdos sobre low carb, dieta paleolítica, diabetes, emagrecimento e vida saudável. Ele tem dois textos que considero dos mais fantásticos que eu já li e são OBRIGATÓRIOS a toda humanidade. 1. Low Carb e Diabetes; 2. Adoçantes e rótulos.

Rodrigo Polesso: foi o mais recente e último dessa turma de peso que conheci, porém o primeiro que gostaria de ter conhecido. A qualidade do seu trabalho é de valor inestimável. Seus vídeos e podcasts estão ali DE GRAÇA para todo mundo ver. Agora, se eu pudesse indicar uma única fórmula mágica para o emagrecimento seria o seu livro — Esse não é mais um livro de dieta — que foi um dos melhores livro que já li. Portanto, COMECE POR ELE ou por esse vídeo.

Podcast Tribo Forte: não poderia deixar de finalizar as indicações com esse podcast comandado pelo Rodrigo Polesso e o Dr. Souto. Os dois fazem um trabalho magnífico trazendo diversos artigos científicos de revistas renomadas, porém enviesados, para discutir, tópico por tópico, com base na ciência e evidências.

Pra quem chegou até aqui neste texto, muito obrigada! Foram mais de 6000 mil palavras e espero, de coração, que possa ter contribuído de alguma maneira para a sua vida. Fique à vontade para vir conversar comigo. Respondo sempre todo mundo lá no meu direct do Instagram (@lainalaine). No que eu puder te ajudar para contribuir com o seu emagrecimento e melhora no estilo de vida, conte comigo!

Caso seja novo aqui e não conheça o meu trabalho, vou ficar muito feliz se quiser dar uma olhada aqui no meu site, comece por aqui; no meu canal do Youtube, onde mostro as minhas experiências em restaurantes, recebendo os amigos em casa e muito mais; e no meu Instagram, para ver um pouquinho do meu dia a dia, treinos e as comidas saudáveis que preparo por lá! Vou fazer vontade com muita comida, mas a esse ponto você já aprendeu que é possível ter saúde, emagrecer e aproveitar todos os momentos que só a comida, uma das melhores coisas na vida, pode te proporcionar!